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Antes

19 Oct

De dormir…

Quero-te agradecer, quero chorar.

Obrigado por me salvares.

Foste tu quem me torturou,

És tu quem me castigas,

Até me salvas de mim.

 

Oh coração ingrato que não sabe:

A quem agradecer, a quem ofender.

Uma mistura, uma confusão.

Sentimentos trocados por ti,

Ser da minha ignorância comum.

 

Agora é desejar-te boa viagem,

É querer-te o bem supremo.

É aconselhar-te a não te perderes

(como eu o fiz um dia!)

É querer que te aproximes,

Que te afastes com carinho.

Um sorriso que nos conforte,

Uma palavra que nos diga a verdade.

 

Antes de acordar…

Quero o teu bom dia, o teu olá.

Ver-te assim junto a mim, sem me levares;

Longe de mim a acompanhares, sempre.

É uma dualidade, é um contracenso.

É uma emoção de não se saber,

De não se saber a razão disto.

Razão deve existir para duvidar-mos,

Razão há para acreditar-mos no teu bem,

Naquela verdade fantasiada de alegria forçada,

Verdade máxima de se tentar esperar um fim,

Sabendo que nunca houve um princípio.

 

(00/11/20)

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Posted by on October 19, 2012 in Perdidos

 

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