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Ardil

24 Oct

Como uma pena num labirinto,

Tenta aos ventos escapar… como?

Anda para trás, para a frente,

Anda à procura de uma beleza!

 

Folhas soltas brincam, pulam!

Agulhas aguçadas contra meu peito!

Areia que nunca sentiu o gosto do mar!

Ai vento, porque me trouxeste a este porto?

Raios de chuva perturbam meu pensar…

Como escapo á doce dor do não saber?

 

Luzes que já não brilham no céu;

Reflexos escuros da claridade, anuviam a dor!

Brilhos que dançam sem cansaço;

Dores que permanecem sem serenidade

 

Sopro de um lado, bocejo de outro!

Não sei o que faça, não sei o que diga!

A força já se cansou; a dor permaneceu…

Tronco de árvore empobrecido pela escuridão,

Raiz que perdeu seus encantos…

 

Verde, branco, preto, amarelo, rosa,…

Luxos que já se perderam, dor já alcançadas!

Disfarce sem palco sem plateia,

Verdade ausente do meu jardim…

Enlevado sentido de constância;

Presente dor do meu peito ardiloso,

Descanso sem cansaço; dor sem sofrimento!

 

Agora és labirinto em mim…

Saudade de te perder em mim!

Dor que brinca no meu peito com…

…ludíbrio!

 

(00/05/05)

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Posted by on October 24, 2012 in Perdidos

 

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