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Até agora

25 Oct

O quanto é difícil imaginar encontrar,

Oh mundo encantado da realidade,

Este raio solar que me atingiu,

Forçosamente explodindo de alegria

A cada instante que eu o perseguia,

Por vontade encontrado a vaguear

Onde não procurei, onde sabia não existir.

Oh desventurado sol onde te escondeste

Para nunca mais te encontrar, vivo?

 

Por cada trilha que percorri e que descobri,

Mil emoções fui despontando e nenhuma foi tua.

Não te consegui encantar com meus raios de ternura,

Minha leveza de espírito, minha doçura de ave.

Perdi-te sem te ter achado sequer!

Foi como se tudo não tivesse sido mais do que

Uma breve presença, para sempre efémera,

Talvez a lembrança de uma despedida nunca encontrada,

Um sorriso de um ontem a tentar chegar até agora!

 

Foram seios repletos de coragem e de emoção,

Que por ti vingaram em minha fortuna,

Tentando sonhar com um amanhã já esquecido,

Por um ontem nunca lembrado, neste nosso,

Muito exagerado e desperdiçado,

Presente nunca vivido como um agora o foi,

Em tempos idos sem qualquer glória sorridente

Para estes corações que deambulam numa estrada,

Sem principio e com um grande fim de melancolia.

Foi, amor, um adeus sem nunca teres dito

Aquele olá que sempre quis ouvir, neste nosso

Perdido e para sempre condenado agora!

 

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Posted by on October 25, 2012 in Perdidos

 

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