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Um mês depois

28 Oct

Para relembrar a emoção que vivi há um mês atrás, na apresentção do Invictas Brotassem ao mundo.

“Todos aqui, melhor ou pior, sabem que eu sou a Carolina: a amiga, a filha, a tia, a madrinha, a comadre, a aluna, a professora. Agora conhecem-me como poetisa. Também sabem que o livro que hoje eu e os meus ilustres convidados de mesa viemos apresentar, foi escrito pela minha mão mas não propriamente por mim. Foi pela Clarice Nunes-Dorval.

Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.”

Mário de Sá Carneiro

 A Clarice tem uma alma bem mais velha e sofredora do que a minha.

 “A alma ajoelha e reza, mas não chora.”

 A da Clarice chorou. Ela é a voz da dor daquilo que eu, Carolina, não quero nem ver nem sentir.

Senti a necessidade de agrupar essas palavras sob o nome dela por fazerem parte de um momento particular da minha vida. Daí serem inocentes. Foi a primeira vez que de dentro de mim brotou a necessidade de ver aquilo que eu sentia. Já não é assim. A Clarice não escreve mais. Agora é só a Carolina.”

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Posted by on October 28, 2012 in Informações

 

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