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Finjo ser alguém

15 Nov

Em homenagem aos aulos da Aula Aberta, de hoje, na Escola Profissional da Ribeira Grande, cá vai a minha humilde comparação ao poeta em estudo – Fernando Pessoa.

Um muito obrigado por me receberem tão bem e por participarem na emoção do que a escrita é, para mim.

 

Lembrei-me um dia de acordar, de cócoras deitada.

Levantei-me, balbuciando palavras sem sentido,

Cambaleando sem norte, à procura do horizonte.

Névoas perdidas entre a luz do nascimento,

Estavam bêbedas de tanto rirem e rirem sem aparição.

Vagas de sorrisos, tristezas acumuladas do nascer.

Então, nada! Olhei-me e olhei-me e de nada me serviu.

Quem era quem se reflectia ali, naquele pedaço escuro

Daquela parede, naquele quarto perdido sei lá onde.

Só perdida e insegura e sem caule verde para me sustentar.

Flor de pétalas velhas. Árvore sem rama. Chão sem firmeza.

Casa sem tecto. Água sem transparência. Fogo sem chama.

Pássaro sem asas. Sol sem calor. Cor sem cor.

Ser sem saber o quê. Finjo de ser alguma coisa.

 

Criado por mim, especialmente para marcar o evento de hoje, aqui vos deixo um dos meus objetos favoritos. 😉

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Posted by on November 15, 2012 in Invictas Brotassem

 

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