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Chuva

17 Nov

 

Foi por meu pedido que apareceste,

Foi dos meus olhos que saíste,

Foi pela minha cara que escorreste

E inundaste todo o meu redor.

Foram tristezas que tive e que chorei!

 

Pedaços de mim caíram na rua,

Onde todos não evitaram e todos pisaram.

Foi uma ajuda que precisei e me faltou.

Foram choros incertos que me cicatrizaram,

Pedaços de mim que ninguém acolheu.

 

Uma luz pisei aos céus para me guiar,

Um guarda-chuva pedi para te proteger,

Ninguém pediu socorro por mim;

Nem eu me lembrei de pedir!

Minha dor era minha e sentia-me bem!

Mas isso foi passado. Agora quero ajuda,

E a ajuda escapa-se-me perante os dedos,

Perante os dentes do pente que me penteia,

Por entre os fios da roupa que me veste,

Por entre os aromas dos perfumes que me suavizam.

 

Não era o que queria; não era o que sentia.

Sentia o vazio de não ter a quem pedir ajuda,

A tristeza de saber o meu verdadeiro valor:

Antes de tudo; agora nada!

Tudo se transformava em pedir num vácuo momento,

A cada toque do meu toque;

A cada sopro do meu ‘Ai!’

A cada palavra do meu texto.

Estava perdida! Sozinha como nunca!

É triste ter esta razão do teu lado,

E mais triste é saber a verdadeira razão,

A verdadeira união que não existe!

 

(00/11/25 – cantinho)

 

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Posted by on November 17, 2012 in Perdidos

 

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