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Credo

12 Dec

 

 

Parecias um véu enlameado de tristeza,

Assemelhavas-te a uma dor sem sentido,

Fazias-te crer num sentimento vazio,

Foste meu companheiro. Pai de tantas horas.

 

Pedir-te ajuda é o pão nosso de cada dia;

É felicitar-te por existires, por estares vivo;

É sentires-te amado sem condição,

É unires-te a mim, a nós, eternamente.

 

Dor aquela que bradei aos céus, a ti.

Perdão que me enviaste, carinhosamente,

Sofrimento sem sentido, razão sem razão!

Perdão sem razão de ser? Será? Não te conheço!

 

Figura que me atinge o coração sem permissão,

Criatura que não existe, mas está lá, pedaço de nós!

Minha área de socorro, meu conforto inexplicável,

Sonho de criança abandonada pela verdade!

Distância denegrente de lhe saber em todo o sítio,

Em parte alguma, em mim, em ti, em nada!

 

Credibilidade esquecida pelo tempo, pelo sentimento.

Ofuscada relação que tendes comigo, oh meu amigo Credo!

 

(00/08/13)

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Posted by on December 12, 2012 in Perdidos

 

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