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Cuidar

16 Dec

 http://satyarati.zip.net/

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Foi quando abri a torneira do lado de dentro,

Foi quando puseste o teu balde a aparar minhas lágrimas,

Que, por uns instantes, fiquei a desejar nunca te ter conhecido.

Mas não seria quem sou se a ti não te tivesse amado,

Se, enfim, não te amasse tanto como amo.

Agora meu e teu destino ligados pelas lágrimas que colheste,

Pelos tristes momentos em que as criaste,

Pelo lado sofredor do chão em que as colocas-te, deixas-te

À mercê do tempo e dos arranhões de quem não se importava.

Foi uma dor que ainda hoje, não muito longe do dia certo,

Carrego e tento destruir, para te conseguir amar,

Assim, desesperadamente, como o faço quando assim escrevo.

É a culpa de te amar, é a culpa de te ter perdido

Que me faz negar o quão és o sol e a prata,

A lua e o ouro da minha vida, oh amor malvado,

Que ainda tento, a todo o custo, cuidar, bem cuidado.

Mas o tempo passa tudo e nada passa como o tempo,

Lento e simplório como ele próprio, como tu um dia te

Apresentaste a mim, e a mim me conquistaste,

Meu senhor, meu cuidadoso amor!

(00/11/24)

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Posted by on December 16, 2012 in Conserto de Alma, Perdidos

 

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