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Dívida

09 Jan

 

 

 

São tantas as coisas perdidas e achadas,

São tantos os motivos para andar, parar.

São tantas as emoções vividas, desperdiçadas,

São tantas, as coisas, que esquecemos de pagar.

Pagamos sem saber? Não pagamos simplesmente.

Deixamos passar sem nos lembrarmos daquele:

Sorriso, amigo, aroma, sofrimento, paladar,

Passamos sem saber, ver, olhar sentir aquela:

Lembrança, amizade, alegria, tristeza, vida!

Passamos sempre sem vermos aquilo que vemos,

Passamos sempre sem vermos a vida, e a vida, e a Vida!

Queremos sempre tudo e nada, perdemos nada!

Pedimos sempre mais sem termos como pagar,

Sem termos como nos termos, sempre assim.

Pedimos sempre sem nunca pagar a dívida de viver.

Passamos sem cobrarmos a dor, a alegria,

Sem nunca deixarmos de pedir o resgate pela vida,

Sem nunca sermos o que devemos, a todos, o que nós somos,

Sem nunca olharmos ás nossas dívidas, vividas.

(00/08/03 – paragem do autocarro para a Ribeira Grande)

Não sou muito amante da música deste senhor mas das suas letras sou, garantidamente! Aqui fica um “Será”, umas palavras que me põe à escuta, à deriva, entre os sentidos das minhas vozes. É um deambular feito as minhas “dívidas vividas”.

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Posted by on January 9, 2013 in Uncategorized

 

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