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Perto de ti!

01 Feb

 

 

Como se de um filme,

Sem grandes cores,

Como se de preto e branco

Fosse e de nada mais

Num pequeno ecrã,

Que toca e toca dentro de ti,

Estivesse a ser passado.

Cada cena fosse o um abrir

E um fechar de olhos,

Um sorriso e uma lágrima,

Tudo de mãos bem dadas,

Com um aperto que não marca.

Talvez sejam as imagens que te

Surgem, palpitantes, a cada

Passo que teus pés te forçam;

A cada longa extensão, que tuas

Esguias e atraentes pernas te

Mandam arrastar entre as pernas

Das verdes e agrestes flores que

Perseguem a tua sombra,

Essa tua imagem incolor que passa:

Num filme à minha frente,

Em que te vejo como herói,

Como se fosses um poeta,

Que, enfim, sejas, és aquele actor

Que me fulmina o coração

E me queima a razão.

Pequenas sombras, grandes actores

Aprendemos a ver, a ser.

Um pequeno ecrã é o nosso palco,

Um grande público o nosso juiz.

Um pequeno filme de uma comum

Imagem, em diferentes cinemas…

Perto de ti!

 

01/01/15

De uma forma ou de outra; de mim ou de ti, a distância é algo que nos une.

 

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Posted by on February 1, 2013 in Perdidos

 

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