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Vozes na penumbra

02 Mar

 

Conduzido pela roda negra,

Fugindo de uma rotina,

Percorrendo um feixe de negro,

Divido pelo branco traço,

Ora perdido, ora encontrado,

Não sei para onde me leva.

 

Sabedor do meu destino.

Protector de meu corpo.

Conhecedor do meu regresso.

Tutor de meus pessoais pensamentos,

Só ele sabe o que não deveria saber.

 

São sons de uma voz baixa,

De um ouvido que nada ouve,

De uma boca que nem sequer se abre.

São vozes intermitentes,

Guiadas pelo fio claro

Da escura viagem que faço;

São vozes cintilantes

Que já não brilham,

Só têm uma pouca voz nos

Espelhos que reflectem minha

Cara adormecida de desgosto;

São vozes que, na penumbra,

Desejam o caloroso ouvido de

Um sentimento bondoso.

 

 

 

Há sempre algo que nos impele para onde tentamos não ir, por mais forte que seja a nossa consciência de não a querer. Há sempre algo que é mais forte do que nós, em determindada altura.

 

 

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Posted by on March 2, 2013 in Metade de Mim

 

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