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O verbo

07 Mar

As palavras soam-te como pouca valia

ou tão pouca fortuna

sempre e quando a elas,

delas vires com comedimentos ou

aventuras desassossegadas,

sem laço de fita ou cetim que as doires.

Dizeres o que dizes, sentenciando as

coitadas das palavras que te saem

sabendo que as dizes, matando-me a alma,

é pecado pela troça que delas fazes

ou pelas dores que a mim arrancas.

Usas o meu destino,

com o meu destino brincas,

dizendo e redizendo e

até desdizendo o já dito,

a mim encurralas viva nas palavras

que me deixaram acreditar

que as tuas verdade eram.

Pegas no verbo e dizes que sim.

Lanças ao ar o verbo e ages como sempre.

Voltas a pegar e a lançar e voltas e voltas

e voltas a tudo e a tudo voltas sempre,

dizendo sempre da justiça do verbo

qua palavra que se escraviza perante a realidade.

Não rezas, não seduzes, não vives

mas usas o verbo, aquele ou outro qualquer

como bandeira para as palavras que usas e abusas

que eu oiço e finjo não ouvir,

aqueles sons que te saem de dentro

ou por dentro te correm outras tantas,

e ignoro ouvir o que oiço desde que o verbo conheci.

 Sem palavras para

https://www.youtube.com/watch?v=LbfXvvc3oe0

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Posted by on March 7, 2013 in Metade de Mim

 

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