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O dia

23 Mar

 

 

O vento levou-me aquela paz,

O mar trouxe-ma de volta:

Intranquila, quebradiça, diferente.

Foi naquele olhar que a recuperei.

 

As ondas bateram-me na face,

Acordaram-me do dormente sonho

Daquela madrugada onde o sol não brilhava,

Onde o quente dos seus raios não me atingiam,

Onde tudo o que sonhava ficou preso no travesseiro.

 

Novamente a dormir fiquei.

Parada permaneci na falta do vento,

No esquecimento das ondas,

Na ribalta do sossegado tapete

Que me cobre e me descobre sem perdão.

 

Senti o chilrear dos pássaros,

Perdidos, como eu, neste enorme bosque.

Senti o canto das baleias,

Desencontradas, com estava, naquele oceano.

O aroma da primavera, o sentimento do Inverno,

A mim me invadem ,

A perder de vista a emoção,

A contar as ondas daquela praia tropical

A que um dia chamei de Dia!

 

(00/12/18)

 

A beleza daquilo a que nos é dado, sem a termos pedido é das melhores, senão a melhor surpresa, do acordar. Um dia! Mais um dias, mais uma hipótese!

 

 

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Posted by on March 23, 2013 in Perdidos

 

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