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Mãe

05 May

Enquanto ainda não o sou (e mesmo nunca o sendo) a minha mãe é a melhor do mundo, do meu mundo. Ela é o pilar da minha vida, daquilo que cresci sabendo querer. É por ela que vejo como brilham os olhares das crinças; é por ela que sei o quanto o sentimento de amar é importante. É por ela que aprendi a ser uma mulher.

Não há palavras, não há forma nem presentes, para se mostrar o quanto vale uma mãe.

À minha, que também é de mais três, … não há nada que possa fazer, dizer e mostrar o quanto eu a amo!

Da forma que acho que o meu coração a sente, um presente para ela:

Não foi só hoje, mas

foi hoje e só hoje

porque o hoje foi o futuro do

nosso ontem,

e quando me aperceber

que o destino me deu

o hoje, para ser o passado

de amanhã,

percebi ter recebido

de vós,

ventre que me pariste,

coração que me amaste,

o quão pouco de vida vivi

e o muito de pouco a senti,

sabendo que te ti recebi

a bênção de escutar as vozes lidas

e as luzes reluzentes

que por entre as luzes ténues

do corredor de nossa casa

me iluminas a vida,

por seres quem és,

serás e serás e serás,

para todo sempre o meu sentir.

Não foi só hoje, mas

foi hoje e só hoje que te ti

recebi a dor de ter saber

embrulhada de saudades

do passado que teu outro ventre

para trás deixa, contigo.

Pelo menos contigo está

a história do teu ventre,

marcado nas linhas do teu olhar,

nas vermelhas e nas da pele,

branca e suave como um bébé,

ser inocente e cândido,

alvo por natureza,

sempre foste, meu ventre.

Não foi só hoje, mas

foi hoje e só hoje que a ti

ponho em lugar,

teu lugar nunca pedido,

sempre à escuta e à cata

de um resto carinho sorver.

Não foi só hoje, mas

foi hoje e só hoje que

te mando beijos e prendo

à minha alma,

com pregas infindáveis

e laços de nó impossível

de um outro coração tirar.

Não foi só hoje, mas

foi hoje e só hoje que por ti

choro!

Alegre choro, extasiado de a ti,

te saber minha, não só minha,

a como minha não haver mais.

Alegro choro, inundada de sentimento

por saber que de ti recebi

o teu mundo e o mundo por ti

construído a penas de duras bocas

ou apenas de leves cantar.

Alegre choro, aninhada a ti,

senhora da minha vida,

no regaço do teu pequeno colo,

que colo maior nunca terei,

que colo maior nunca pedi,

pois teu colo, a mim, e só a mim

me valha e a mim me basta.

Alegro choro, por só não ser só hoje,

mas por ser só hoje e só no hoje
me abençoar por de teu ventre ter

brotado, invicta.

E, porque é um dos favoritos dela, da minha mãe, cá vai:

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Posted by on May 5, 2013 in Metade de Mim

 

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