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A ponte

04 Jul

 

 

A ponte

 

a ponte, a da ponte,

se calhar apenas será

uma ponte.

 

Nem a ponte ou da ponte,

nem de outro lugar qualquer.

De onde todos passam,

por onde todos pisam,

será a ponte uma ponte qualquer.

 

A ponte, aquela que vi e senti,

aquela por onde me arrastei,

singelamente.

A ponte que de mim até ti

cruza os caminhos do sentir.

 

A da ponte será, aquela,

um ser qualquer, seguro de si,

perdido na certeza que é quem é

por tanto, tanta, tantas gentes suportar.

Ela é a da ponte, a do outro lado

que a deste não pertence;

ela é o qualificar o que esse alguém

(será eu, serás tu?)

sente em ser a ponte de algum lugar.

 

Uma ponte será, certamente.

Aquela que nem o artigo

a mostra valente, a mostra à tona,

para a fazer lembrar que ela existe.

A ponte, que ponte e de quem a ponte é,

por quem a ponte aponta,

em que sentido a ponte te leva,

para quem a ponte te transporta.

A ponte.

Só a ponte, mesmo uma ponte,

qualquer,

um destino, mesmo um destino

qualquer,

perde-so no indefinido artigo,

no decorrer da caneta,

na torrente dos que nela atravessam

para a algum sítio chegarem.

 

 

Não exitem palavras…

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Posted by on July 4, 2013 in Conserto de Alma

 

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