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Sobrevive

30 Jul
minha

minha

Os meus braços são os braços

dela

tudo o que nos meus braços

marcados está

vejo em cada sombra dos braços dela.

Os meus olhos, são da sua cor.

Dele, tenho o gato e

o arranhar.

Dela, as cova e

a doçura.

 

O meu corpo, a mim

não pertence

nem a mim pertence

o que toco

por serem fátuos, pequenos

momentos,

são o que de mim nasce,

mente ou visão endurecida,

enevoada pela coisa

que chamo vida.

 

A minha vida não é

minha

nem pertence ao dia

em que vivo

se a minha vida é

espelho

do que sei sentir.

 

O mundo é meu por eu ser o que no mundo se sente

assim.

Todo o resto: cores, sombras, espaços, vazios e

tudo mais

símbolos que o respirar é meu, no meu ser,

no meu dia

vive, candidamente, com se de mim,

sobrevive.

 

 

Porque há coisas que não se sabem explicar…

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Posted by on July 30, 2013 in Em cima da Hora

 

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