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Um tempo

13 Aug

 

Altero o dia como se o dia fosse alterável.

Cancelo as horas como se delas dispussesse,

eternamente, incandescentes em jeito de relógio

pendurado, quebrado, parado. Mudo.

Náfego de parede ou talvez da madeira.

Mas será madeira ou pedaço de tecido

imitação, falsidade, mentira. Surda.

Será um instante torto na decisão final.

Um limiar por onde transpor o tempo

mandando o ser parar, surgir de mansinho,

cuidadoso, vagaroso, temeroso. Lento.

Mudo o sentido do ponteiro

de nada me altera, senão dos pólos a visão.

Tudo se mantém.

O todo continua no mesmo correr,

sôfrego, contínuo, rápido. Sumário.

Enfim, o mudar muda nada em mim.

 

 

Dá tempo ao tempo…

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Posted by on August 13, 2013 in Em cima da Hora

 

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