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16 Sep

Nos instantes de dúvidas minhas

sorrateiramente impregnados de ventos

sombrios ou por chuvas copiosas abraçados

vem a cor do clarear as dores.

Nem pelas cores se faz demais…

tal qual a claridade do sorriso aberto,

vem a mão do seguro vício da amizade.

Um riso feito palavra sã, aberto –

(escorregando da fortuna do dia)

minha cadência de espaço simples

vagueia a sua presença.

Uma voz carimba o meu perfumado espreitar

dos toques gentis das ondas, das coincidências acontecidas,

das sombras luminosas que sabem por onde me ajeitar.

Ela sabe onde me colocar.

Na incerteza de se saber, como gente se sabe,

a si, de si,

sei-a como sendo uma, una, única.

Não preciso de tempo para a reconhecer.

Os meandros dos ditos não ditos,

por dizer ou dizentes de tudo, um pouco, o nada,

não serão ditadores do meu curso

a perseguir a sua carreira, o ligeiro andar,

a senhorinha aveludada de tempos sem marca,

a história sem datas nem pontos finais.

Não serão necessários o abrassadores ponteiros

apontando os nortes ou desnortes das ações minhas

para a seguir, se do longe vivesse,

pelos sonhos em outras terras experimentasse,

pelas palavras, em tantos mais livros,

poetas sem nome, artistas do coração,

lesse, sentisse, tocasse.

Não seria todo o terreno esforço

força capaz de lembrar ao esquecimento

o que o esquecer minha mente sabe não fazer.

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Posted by on September 16, 2013 in Os d'aqueles

 

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