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04 Nov

E a verdade nada diz da boca que se abre.

As palavras pouco significam com o espalhar do som.

Os gestos da boca marcam a forma do pensar.

Tudo é parte do que eu me quero tornar, viver.

Nada mais acaba na soleira da porta

do quanto, em mim, cabe a verdade da estória.

 

A sombra do meu tempo vive quebrando as raízes

revivendo o semblante do escuro percorrido

feito a melodia que meu cérebro canta

em todos os espaços mim, em ti, experimentados.

 

Como se tudo fosse um só, engano certo

corre no meu corpo o esforçar do querer

sentindo-me no singular pêndulo do cuco surdo

dependurando o tempo perdido em todas as escalas

ciumentas, de um vida apaixonadamente não minha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Posted by on November 4, 2013 in Em cima da Hora

 

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