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Doce morango

16 Nov

 

Dança ela à minha frente

miúda feito gente grande

criança tornada adulta

pelos caminhos das pedras do mar.

Dança ela sabendo como se sentir

sendo ela um pedaço do que eu vejo

redor meu crucificado pelo tempo

pelas palavras pelas ondas do pensamento

na dúvida de me deixar ir ou não,

pelo mesmo de sempre – sempre.

E sempre dança ela, na alegria de ser mais

ou melhor tentar ser, libertando-se

pelo corpo já seu, ainda desconhecido.

Desdobra-se nos pedaços do papel

na tentativa de saber escrever,

não sabendo lê-las sequer,

linhas simples, para ela cruzadas de tudo

símbolos sem a mínima certeza

sem nunca saber, vir a saber,

de onde a posso resgatar,

(se a posso ou tão pouco devo)

miúda sem nunca ser criança

a criança que vejo dançar no olhar

doce e singelo de quem gosta do doce

doce verde; doce rosa; doce morango

que a ela, de mim sabido, dá alegria,

contentamento brilhante dos olhos

mareados das rudeza de ser de onde é.

Criança que criança não sabe que é.

 

 

 

 

 

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Posted by on November 16, 2013 in Em cima da Hora

 

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