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Aceitar

14 Jan

O aceitar é não impedir o acto

como se aceitasse o pedido

na certeza do certo que se faria.

 

O aceitar é não manter o ciclo

no fecho apertado da realidade sentida.

 

O aceitar é ter em mim o não

que dizer à voz do momento, sempre constante,

da dúvida sempre fugaz.

 

O aceitar é não mais dar o tempo

à luz que me fez brilhar

na inquietude de te saber rainha do meu toque,

fortuna minha roubada ao quem,

a mim, de nós, dará o fruto do nosso ventre.

 

O aceitar é o caminho da culpa de nada fazer

por entre os entraves das horas,

sempre no mais novo dos velhos dias, a seguir.

 

O aceitar é dar a mão ao inevitável sussurro da morte

quando os olhos abrem o caminho e dão-nos luz

pela realização de que nada, nenhum grão do pecado

sem que de necessidade sofra ser original,

nem de motivo algum seja preciso o enforcar da prova,

perante a realidade constante de que a mentira,

reine.

 

O aceitar é ver o preconceito nos olhos dos meus

novos conceitos, velhos senhores, espalham.

Marcam.

 

O aceitar é certeza do não querer o que, afinal,

em instantes da presença de espírito,

se perde, se arrepende de nem sequer se ter visto,

à vista desarmada,

sem coração.

 

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Posted by on January 14, 2014 in Em cima da Hora

 

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