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São as vozes

27 Mar

 

São as vozes que chegam
descalças como se querem
vazias como se esperam
das relíquias do dia comum
dos pensares de ser homem criado.

São as vozes que se aproximam
bradam sem temor
e trovejam o som, melódica
da alma ausente em crença,
molhada de saver-se cá.

São as vozes que se acalmam à portada
na fachada do além impérios
quintos e nada mais pretendidos.

São as vozes derramadas das água caída
que suportam o cargo da promessa
são as vozes deles que me cativam o momento.

Na incredulidade de saber-me dele
se tal sinto que apenas de mim faça parte.

No baloiço vazio desta crença
toando, tilintando a chamada divina
entro na paz de me conhecer
de me reconhecer
mulher de algum lugar
saudando a dependência
no acreditar no luar
para além do céu
aquém do inferno
admitindo as vozes soltas de um só grito.

 

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Posted by on March 27, 2014 in Em cima da Hora

 

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