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arrebenta-se-me

06 Jul

 

 

arrebentam-se-me as estribeiras!
mando tudo para fora do meu espaço
não calo a voz que me queima
e me grita em todos os cantos e recantos
do meu corpo, maior do que eu nesse momento sou.

arrebentam-se-me as entranhas!
dispo o calor da raiva que me sorve o senso
berrando ao mundo, só a um destinatário,
a pólvora seca que me vai queimando.

arrebentam-se-me as artérias
explodindo na razão de ter razão
quando o mundo se esqueceu de ser recto.

arrebentam-se-me as lutas
de me saber quase única, nesses trilhos.

arrebentam-se-me os sentidos.

 

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