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mãos árvore

10 Jan

 

desterradas do universo do seu corpo
extravasam os limites do céu e da terra
abraçando os ares
dos sopros que o homem renega.
dançam.
balançam entre o vão espaço
dedilham as esperanças
tocam num piano invisível o caminho
estendem-se nas malhas dos gases
cintura demasiada caída para lembrar deuses

desterradas do universo do seu estar
brotam pequenas lembranças de esperança
sem tempo nem data
cambaleando para o lado mais seguro
distante.
unem-se no caiado rosto chorado
fortalecem-se no repasto do corpo dormente
manente.

desterradas do universo do seu querer
são estátuas eternas ao pesar do tempo passado
em pé, morrendo, em pé ficando, em pé sendo
tudo o que o sonho alcança
aquilo que a mente cria no espaço de um pestanejar.
são um silêncio inundando o turbulento dia de arrumos
de festejos idos
tristezas vindas.

 

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Posted by on January 10, 2015 in Conserto de Alma, Os d'aqueles

 

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