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aqui. assim.

21 Sep

 

o burburinho é tão veloz. intenso. demais.
esqueço-me de respirar o quanto sei que tenho de viver.
as imagens são tantas sonhadas. impuras. de outras vidas.
aleija-me o coração por não as ler no sorrir do presente.
nem o hábito é vestido da mesma forma.
tão pouco é a voz sentida no mesmo timbre. tom. som. suave outrora.
os espaços são sobremaneira deixados em branco. imaculados. receosos.
o bater das horas é a hora que finda o dia. a noite. o querer.
em loucura chega-me a palavra que fugia. teimosa. calada. surda.
resta-me abrir a mão e deixá-la fluir. silenciosamente. eternamente. aqui. assim.

 

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Posted by on September 21, 2015 in Conserto de Alma

 

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