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novo ano nosso

28 Dec

 

Não há voto nem expetativa. Não existem estórias para consolar nem peças para fechar o ciclo. Não há maneira distinta de ser senão por mim. Não peço o comum, nem o comum tem espaço entre nós. Já não mais! Não espero o que dos outros venha, sem que de mim tenha primeiro sentido saber existido. Não haverá voto sequer de badaladas ou festejos numa noite já que, por noite, existem mais, muitas mais, cada vez mais noites, diferentes das outras noites por dormir, querendo o que os outros querem. Não haverá medo, nem medos. Existirão receios, detalhes de uma possibilidade, mas não medo — só o de não sentir e querer mais de mim, por mim. Não terei mais pedidos nem soluções, nem remendos de algibeira. Terei presença, voz e abraços; terei tempo, consciência e atenção. Terei o que eu sei ter para dar. Não haverá nada para além de mim! Que venha o ano meu, cuja felicidade partilharei contigo. Que venha o teu ano, cuja intenção é seres mais tu e cuja intensidade compartilharás comigo. Que venha o nosso ano para o vivermos a nós mesmos.

 

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